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O ESCÂNDALO DO RESTAURANTE POPULAR: QUANDO A JUSTIÇA FECHA OS OLHOS PARA O ÓBVIO ULULANTE

O ESCÂNDALO DO RESTAURANTE POPULAR: QUANDO A JUSTIÇA FECHA OS OLHOS PARA O ÓBVIO ULULANTE

Noticias 08 de agosto de 2025

arquivo 

Por mais que os tradicionais puxa e os babões de plantão tentem me acusar de estar sendo politiqueiro, impiedoso e crítico demais para com o prefeito, assim como  tendencioso em favor da ex-prefeita Cláudia Oliveira, com quem me desencantei   e já não converso há mais de 6 meses, a verdade é que fatos são fatos, e deles e da vida real  não consigo fugir. Não tem nem como.  Acredito que pelo menos quem tiver o mínimo de bom senso e de responsabilidade para  com o futuro de Porto Seguro  haverá de concordar comigo.  Tem certas coisas que realmente não dá para se calar.

 

 E demonstrando que não é só o ministro Alexandre de Moraes que faz suas traquinagens jurídicas,  por mais surreal que pareça,  na terra mãe do Brasil, há casos em que o próprio  Ministério Público — aquele que deveria estar na linha de frente contra a corrupção e o desvio de função pública — escolhe simplesmente não enxergar o óbvio ululante. A decisão, por exemplo,  da promotora Valéria  de Souza, de arquivar a denúncia feita pelo vereador Bolinha sobre o uso eleitoreiro e até mesmo criminoso de dois  restaurantes populares  em Porto Seguro é uma dessas aberrações jurídicas que só não causa mais espanto porque, infelizmente, virou prática em muitas instâncias da nossa república das bananas e da  impunidade seletiva. Sim, no Brasil atual só se pune os inimigos ou o adversários, os amigos da corte jamais.

 

A PROPAGANDA OFICIAL

 

O caso é cristalino: uma gestão municipal promoveu com estardalhaço a inauguração de dois  restaurantes populares durante plena campanha eleitoral. Usou logotipo da prefeitura, placas, verbas públicas, estrutura institucional, propaganda oficial — tudo isso para apresentar um empreendimento privado como se fosse programa público. E ainda por cima, sem licitação, sem contrato, sem respaldo legal e sem um centavo de verba federal. Um escândalo que teria causado demissões em massa em países minimamente sérios.

 

O prefeito Jânio Natal, professor  de Deus,  do  ilusionismo e da retórica, faltando poucos dias para as eleições, usou da imprensa de aluguel para dizer categoricamente  que “esse é mais um importante passo do nosso programa de assistência social para beneficiar os trabalhadores mais carentes da nossa cidade.  Ter acesso a uma alimentação de qualidade a um preço tão acessível faz uma diferença enorme na vida dessas pessoas.” oferecendo refeição a R$ 5,00 com direito a postagens em redes sociais dele e da sua trupe se refestalando nos restaurantes, lembram? 

 

LITERALMENTE PASSADO PARA TRÁS

 

Depois da eleição? Os restaurantes foram  simplesmente deixados à míngua. O do Baianão foi obrigado a fechar e o do Centro teve que aumentar a refeição em 60%, além de reduzir significativamente  a qualidade,  por que o prefeito, para variar, não cumpriu com sua palavra.  Para piorar, o  empresário, que apostou no apadrinhamento do poder público, acreditando nas promessas do prefeito, foi traído e ainda ameaçado de ter o seu estabelecimento fechado por  fiscais da vigilância sanitária, tão eficientes quanto seletivos, que apareceram como numa cena de filme mafioso: “seria uma pena se algo acontecesse com seu negócio”. Segundo noticiado, deu até Polícia no restaurante para a retirada das placas da prefeitura.

 

ME ENGANA QUE EU GOSTO

 

Diante disso, o que faz a promotora responsável pela investigação? Simplesmente arquiva o procedimento sem sequer ouvir o empresário que foi ludibriado e enganado pelo prefeito. Alega que, apesar da informalidade e da total ausência de legalidade na implantação do tal restaurante, “não houve prejuízo ao erário”. Como se a utilização indevida da máquina pública e do marketing institucional para fins eleitorais não fosse, por si só, um crime contra o patrimônio moral e político do povo.

 

O documento assinado pela promotora Valéria é um monumento à condescendência e à teratologia jurídica. Nele, admite-se que “não houve contrato, nem repasse legal, nem formalização adequada”, mas, num contorcionismo argumentativo digno de prêmio, entende-se que o município “reconheceu a necessidade de regularização” e, portanto, tudo certo. É como se o sujeito entrasse pela janela, violasse o regulamento, mas se livrasse da punição porque prometeu sair pela porta. Simples assim, caro leitor.

 

Fica a pergunta: se este caso não representa uso político da máquina pública e grave crime eleitoral, o que mais seria necessário? Distribuição de santinho junto com a marmita?

 

VEJA AQUI A DECISÃO TERATOLÓGICA QUE ARQUIVOU A DENÚNCIA

 

ADVOGADA DO PREFEITO?

 

Não há como escapar da sensação incômoda de que o Ministério Público, neste episódio, não atuou como fiscal da lei, mas como advogado informal da gestão municipal. O papel da promotoria, que deveria ser o de investigar e acionar judicialmente em nome da sociedade, converteu-se em blindagem institucional para a prefeitura, onde tudo atualmente está sendo permitido em Porto Seguro, sem que o MP exerça o seu papel de fiscalização, levando a população a crer no slogan da atual administração de que estão “todos juntos e misturados”.

 

Arquivar uma denúncia tão robusta, tão farta de provas e indícios, não é apenas um erro — é uma agressão ao conceito de justiça. E ainda tem o requinte de cinismo de registrar que “nada obsta nova investigação”, como se isso bastasse para justificar a omissão atual.

 

O mais grave de tudo: essa decisão passa uma mensagem clara e perigosa aos gestores públicos. A de que vale a pena usar a máquina a favor da própria campanha, porque no final das contas, ninguém vai punir mesmo. E assim caminha a nossa cidade,  sob o olhar incrédulo daqueles que ainda acreditam que vale a pena ser honesto neste imenso e contraditório  Brasil.

CASA BRASIL, SOLUÇÕES E NEGÓCIOS: UM DIVISOR DE ÁGUAS NA ADVOCACIA DE PORTO SEGUROM E REGIÃO

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Noticias 07 de agosto de 2025

oziel

Como os leitores mais atentos já se acostumaram a ouvir, sempre sustentei que Eunápolis tem uma vantagem incontestável: ela fica perto de Porto Seguro. E, fora isso, talvez o Pedrão — e isso já é ser generoso.

Pois bem. Parece que o meu velho e talentoso amigo, o advogado Oziel Bonfim, resolveu escutar esse conselho geográfico com mais atenção do que eu imaginava. De mala, cuia e muito repertório jurídico, desembarcou  em Porto Seguro, trazendo consigo não só uma elegância rara no trato com as pessoas, mas também aquela velha e boa habilidade de resolver o que ninguém consegue. Sim, se Oziel não resolver, acredite, ninguém mais resolve. 

 

TALENTO RECONHECE TALENTO 

 

aala

 

E, como talento sempre reconhece talento, firmou parceria com o não menos brilhante George Setubal — advogado técnico até a raiz do paletó, sólido no Direito Civil e afiadíssimo no Administrativo. Juntos, estão prestes a inaugurar o Casa Brasil, Soluções e Negócios — um escritório que não nasce para ser mais um, mas para ser o novo padrão da advocacia na Costa do Descobrimento, e que ficará localizado na Rua 2 de Julho, ao lado do antigo Cartório de Registro de Imóveis. 

Com essa dupla de peso, quem ganha é Porto Seguro. Ganha a advocacia. E ganham, sobretudo, os jurisdicionados, que agora contam com um escritório à altura dos grandes centros. Sejam muito bem-vindos, Oziel e George.

ALEXANDRE DE MORAES, O DITADOR DA TOGA. O CARRASCO DO STF – E A DEMOCRACIA QUE ELE MANDOU PRENDER

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Noticias 07 de agosto de 2025

ALE

 

Por mais que se tente disfarçar, há momentos em que o Brasil tira a máscara e mostra o rosto do autoritarismo judicial mais vulgar. O caso das prisões de 8 de janeiro é o exemplo mais escancarado — uma tragédia institucional disfarçada de justiça. E o maestro dessa ópera bufa de horrores jurídicos é ninguém menos que Alexandre de Moraes, o todo-poderoso ministro do Supremo Tribunal Federal, o STF que virou um bunker de toga onde liberdade virou piada e Constituição, papel higiênico.

 

Comecemos pelo básico: a Constituição — sim, aquele livrinho que o próprio Moraes deveria proteger — virou pano de chão em suas mãos. Presunção de inocência? Direito à defesa? Juiz natural? Nada disso serviu para os “golpistas” que, armados com celulares, bíblias  e bandeiras, protestavam contra o resultado das eleições. Foram tratados como terroristas integrantes da Al-Qaeda. Literalmente. Com um detalhe: sem jamais terem sido acusados de terrorismo.

 

FORÇA TAREFA PARA CONDENAR INOCENTES

 Mas o espetáculo da barbárie judicial não parou aí. Recente relatório publicado pela Civilization Works, instituição americana que luta pela democracia,  mostra que o ministro — simultaneamente juiz, delegado, investigador, promotor e carrasco — comandou uma estrutura paralela dentro do STF e do TSE. Ali, com uma tropa de servidores obedientes, montou uma força-tarefa que usava dados biométricos dos eleitores, redes sociais e até postagens antigas de WhatsApp para decidir quem ia para o xilindró. Tudo feito por fora da lei. Ou melhor: contra a lei.

ACESSE O RELATÓRIO COMPLETO DA CIVILIZATION WORKS CLICANDO AQUI

 

Chama-se isso de Estado de Direito? Não. Chama-se tirania digital. E o nome do tirano, neste caso, é Alexandre de Moraes.

 

Os fatos são tão grotescos que fariam um juiz decente corar de vergonha. Pessoas presas com base em “certidões positivas” — um tipo de fake news judicial que nem sequer constava nos autos do processo. Gente que foi para a cadeia por ter compartilhado um simples meme. Um. Só. Meme. Ou por ter escrito que “fazer valer a Constituição não é golpe”. Sim, essa frase virou motivo de prisão. Isso é justiça ou esquete de humor negro?

 

AMEAÇA INSTITUCIONAL?

 

Crianças, idosos, caminhoneiros, aposentados, mães de família: todos tratados como ameaça institucional. Mais de mil pessoas detidas não em flagrante, mas nos acampamentos do dia seguinte — armadilha montada pelo Exército, que primeiro os acolheu e depois os entregou à polícia como gado sendo embarcado para o abatedouro. Alguns ficaram e continuam  presos até hoje  sem sequer saber por quê. Outros ainda esperam resposta da Justiça enquanto usam tornozeleiras e perdem casa, saúde, dinheiro de uma vida toda de trabalho  e dignidade.

 

É ou não é um espetáculo de horror?

 

BOLSONARO FUJÃO

 

E o mais inacreditável: tudo isso foi feito com a naturalidade de quem achava que jamais seria cobrado. Porque não seria mesmo. A imprensa silenciou. A esquerda aplaudiu. A direita recuou. Bolsonaro, o grande provocador dos protestos, fugiu covardemente para os Estados Unidos, como quem grita “pega ladrão” e sai correndo com a carteira na mão. Alardeava coragem de herói e terminou lambe-botas do ditador de toga em seu recente depoimento.

 

Lula, que não vale um centavo a mais que ele, ao menos teve a decência de enfrentar sua pena — mesmo que anulada depois em acordos de bastidor com o mesmo STF que hoje virou tribunal de exceção. Mas Bolsonaro? Covardia em estado puro. Entregou seus próprios apoiadores para salvar a própria pele.

 

O PODEROSO CHEFÃO

 

Enquanto isso, Moraes segue intocável. Chamando manifestantes de terroristas. Usando e-mails pessoais para comandar vigilância ilegal. Dando ordens por WhatsApp como se fosse chefe de polícia. Acusando, julgando e sentenciando com base em postagens de redes sociais. Pisando no Código Penal, na LGPD, no devido processo legal e, principalmente, na dignidade humana.

 

Em qualquer país sério, isso daria cadeia. Aqui, dá medalha e até mesmo aplausos de esquerdopatas sem noção.

 

O mesmo ministro que um dia chamou de “vandalismo” os ataques de movimentos de esquerda ao STF, hoje dá 17 anos de prisão para uma senhora em cadeira de rodas que estava fugindo de gás lacrimogêneo. O mesmo juiz que ignorou pareceres do Ministério Público recomendando soltura, manteve presos em condições desumanas pessoas que sequer participaram dos atos de 8 de janeiro — muitas presas só porque vestiram verde e amarelo.

 

PRISÃO PARA ELE TAMBÉM 

 

É preciso dizer com todas as letras: o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado, denunciado, afastado, julgado e, se condenado, preso. Não por suas decisões políticas — isso já seria um escândalo. Mas por comandar um sistema clandestino de repressão institucional que agride a Constituição, ofende o Direito e envergonha o Brasil.

 

Moro e Dallagnol, com todos os seus abusos, são escoteiros perto dele. Gilmar Mendes e companhia são cúmplices. O Supremo virou um comitê de exceção. Um tribunal que, ao invés de defender a democracia, resolve aniquilá-la em nome dela.

 

Se isso não é razão para impeachment, então é melhor rasgar logo a Constituição e reconhecer: vivemos num regime de arbítrio. Mas com Wi-Fi.

O CARTEIRO NÃO TOCA MAIS A CAMPAINHA. TEMPOS DE MERCADO LIVRE. O DESMONTE  DOS CORREIOS. A DEMORA DO SEDEX.

O CARTEIRO NÃO TOCA MAIS A CAMPAINHA. TEMPOS DE MERCADO LIVRE. O DESMONTE  DOS CORREIOS. A DEMORA DO SEDEX.

Noticias 06 de agosto de 2025

CORREIOS

 

A eficiência é um bicho curioso. Quando a gente se acostuma com ela, nem percebe que existe. É como o ar que a gente respira: só damos valor quando falta. Nos Correios, a gente não respira mais. O que se vê hoje é uma asfixia generalizada, uma operação de desmonte que, para ser sincero, é tão previsível quanto o sol nascer no dia seguinte.

 

Para quem vive em Porto Seguro, a situação é ainda mais gritante. Horas de fila, Sedex caríssimo e  que chega depois da carta normal e uma sensação geral de que o tempo parou, mas só na agência. Aqui  as vítimas de maus tratos são tanto os usuários como os funcionários, a cada dia mais atulhados de trabalho, num esforço sobre-humano e compasso de longa espera.  O Brasil, que já teve um dos serviços postais mais respeitados da América Latina, agora se contenta em ver o Mercado Livre resolver os problemas que o Estado criou. E o governo? Ah, o governo, ainda mais o do PT!! Ele observa tudo de camarote, talvez até celebrando o sucesso da "privatização" do serviço de entregas, que agora está nas mãos de empresas que realmente entendem a palavra eficiência.

 

SUCATEAMENTO

 

O sucateamento dos Correios não é um acidente, nem um mero infortúnio. É uma escolha, uma obra meticulosa de desmonte. E o mais irônico é que, enquanto o serviço público definha, a gente é obrigado a aplaudir a iniciativa privada que, por um acaso, consegue fazer o que o Estado abandonou: entregar uma encomenda no prazo.

A verdade é que o carteiro não toca mais a campainha. Agora, ele manda uma mensagem no WhatsApp perguntando se você pode ir buscar a encomenda, porque a gasolina subiu. E a gente, com a paciência que só o brasileiro tem, vai, porque, afinal de contas, a vida continua. E o que era antes um serviço essencial, hoje é uma piada de mau gosto. 

E o pior: a gente nem pode rir muito, porque a fatura da piada chega pelo correio, com juros. Se chegar, né? .

ENCERRANDO MINHA DISCUSSÃO COM VINÍCIUS. MAS FICA O ÚLTIMO DESAFIO!

ENCERRANDO MINHA DISCUSSÃO COM VINÍCIUS. MAS FICA O ÚLTIMO DESAFIO!

Noticias 06 de agosto de 2025

desafio

 

Dou por encerrada minha discussão com Vinícius Brandão, presidente da CDL, e, sim, meu amigo — apesar de suas últimas declarações parecerem ter saído mais de um porta-voz da prefeitura do que de um representante classista. De fato, fugi do embate. Não por medo das ideias, que aliás não encontrei maiores fundamentos, mas talvez pelos quase dois metros de altura do Vinícius — ou, quem sabe, por ter aprendido que depois de certa idade, certas discussões apenas desperdiçam energia, e pior: comprometem a paz de espírito. Estou é correndo de problemas. Quanto mais longe de problemas, melhor. Prefiro ser feliz do que ter razão. Prefiro a paz e o sono dos justos.

 

Paz essa que ainda conservo, talvez porque tenha passado os últimos 20 anos escrevendo o que penso, com acidez e crítica, sem pedir permissão à mesa de nenhum político. E não seria agora, principalmente com o gestor que está aí, mestre no ilusionismo e na retórica, que eu iria mudar. E fazer isso, numa cidade em que muitos preferem trocar dignidade por uma vantagem qualquer ou  uma nomeação na prefeitura, é um ato revolucionário. Digo isso com tranquilidade, inclusive ao Vinícius, que sei que não faz parte desse jogo — mas que, lamentavelmente, parece ter se esquecido disso em sua última nota.

 

COMO NA PALMA DA MÃO

 

Conheço Porto Seguro como poucos. Sei quem é quem. Sei quem trabalha, quem finge trabalhar, quem vende apoio, quem compra silêncio. Sei quem trai, quem mente, quem muda de lado conforme o vento político. E, talvez, por conhecer demais, optei definitivamente por ficar à margem das palmas fáceis e das selfies com autoridades. Tenho meus defeitos, claro. Mas ninguém pode me acusar de ser desleal aos meus princípios, nem de usar o meu antigo jornal ou este blog como ferramenta de chantagem — um vício cada vez mais comum por aqui. Pelo contrário, sou é prejudicado por me levantar contra os abusos que presencio diariamente.

 

Quanto ao que fiz no Balcão de Justiça, enquanto advogado conciliador, não me cabe exaltar. Prefiro deixar que falem os casais que voltaram a se entender, os filhos que deixaram de passar fome ou que voltaram a conviver com seus pais, os humildes que até hoje me param na rua para agradecer. Nunca precisei gritar para mostrar serviço.

 

SOBRE A EX-PREFEITA

 

A ex-prefeita Cláudia Oliveira?  Confesso que estou bastante chateado com ela. Mas negar o que vi com meus próprios olhos seria no mínimo desonestidade intelectual. Entre os gestores que já passaram pela prefeitura, ela foi a mais séria, a mais dedicada, a mais digna, e a mais consciente da responsabilidade de governar. Reformulou e azeitou a máquina pública, não endividou o município, entregou com R$ 28 milhões em caixa e sem dívidas., mesmo tendo enfrentado a pandemia e a queda brutal na arrecadação. 

 

Nenhum assessor fantasma. Nenhuma obra com empréstimo. Nenhuma promessa impossível. Não se trata de santificação — mas, se for para comparar, não seria exagero sugerir uma estátua. Hoje Porto Seguro deve em torno, presume-se, de 400 milhões de reais, em dívidas a serem pagas e retidas do FPM pelos próximos 15 ou 20 anos,  o que significa dizer que nenhuma obra foi feita com recursos próprios nos últimos 5 anos, com mais de – pelo menos -  1000 assessores fantasmas pendurados na folha de pagamento sem trabalhar e sem a menor necessidade.   

 

EMBORA INVESTIGAR

 

E antes que digam que estou defendendo o passado por conveniência, deixo o desafio à atual gestão: que apresentem uma única evidência de que, entre 2013 e 2020, propus qualquer projeto, me envolvi em negócios nebulosos ou recebi qualquer favorecimento ilegal. Pelo contrário, minha postura era de cobrança e fiscalização. Quem quiser, que pergunte aos ex-vereadores. Ou à própria ex-prefeita.

 

ALTOS GANHOS, COM CERTEZA, MENOS PARA A POPULAÇÃO

 

Já quanto ao reajuste de 100% da Zona Azul, Vinícius, me desculpe, mas é injustificável. Chamar isso de ganho para a população é um acinte à inteligência de quem paga a conta — principalmente quando se eliminam os descontos progressivos ou os  que beneficiavam os moradores. Faça os cálculos: nem o IPCA, nem o IGP-M, nem a inflação do Zimbábue explicam esse salto estratosférico. Trata-se, pura e simplesmente, de mais um aperto no bolso do povo, já sofrido com esse STF e o  governo Lula,  que são outros acintes à inteligência humana.

 

O ÚLTIMO DESAFIO

 

E se é para falar de desafios, lanço o meu, o derradeiro: já que você confia tanto na integridade do atual prefeito, peça à Portran, em nome da CDL,  o valor arrecadado com multas de 2021 para cá. Esse dinheiro, por lei, deve estar no Fundo Municipal de Trânsito. Cadê ele? Onde foi parar? Mais de, presume-se,  R$ 50 milhões arrecadados, e a pergunta que ecoa é simples: tem recibo? Porque se a resposta vier com notas frias de placas de sinalização, cursos fantasmas ou aluguel de telão, aí, meu caro, o debate está encerrado por razões morais — não por covardia.

 

Portanto, Vinícius, aceito o fim do nosso debate como se aceita o fim de um jogo em que os dois times sabem que o placar está lá, na cara de todo mundo. Só peço, de coração: evite me ensinar o que é trabalho legítimo, porque trabalho há mais de 40 anos em Porto Seguro e nunca precisei de folha da prefeitura para existir. Nunca fui amigo de prefeito corrupto. Nunca precisei puxar saco de ninguém. Se você quiser que eu diga onde estão meus resultados, basta olhar o meu passado.

 

O espelho, Vinícius, como você bem disse, fala. E o meu, ao contrário de muitos, não foi presente de político.

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