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A pena antes da sentença

Noticias 07 de julho de 2026

 Por vezes, a Justiça demora. As redes sociais, infelizmente nunca.

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Poucas coisas são tão difíceis de reconstruir quanto uma reputação. Um patrimônio pode ser recuperado. Um mandato pode ser retomado. Um cargo pode ser reassumido. Mas o bom nome, quando lançado à fogueira do tribunal da internet, dificilmente volta inteiro.

 

A decisão da Seção Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia que determinou o retorno do promotor Wallace Carvalho Mesquita de Barros às suas funções é um fato processual relevante. O colegiado, por maioria de votos, reformou a decisão anterior e determinou seu imediato retorno ao cargo. Independentemente do desfecho final da investigação, esse episódio convida a uma reflexão que vai muito além de uma pessoa.

 

E que ninguém pense que ele retornou através do velho  jeitinho jurídico e brasileiro, hoje tão em voga nos tribunais superiores,  posto que sua volta foi decidida pela maioria do da Seção Criminal,  basicamente e justamente  por falta de provas, inclusive com votos contrários ao do relator. Devesse ele de fato alguma coisa, possivelmente teria sido escalpelado pelos desembargadores.  

 

OS JULGAMENTOS SEMPRE RASOS E VIRTUAIS

 

Vivemos uma época em que o simples afastamento cautelar de uma autoridade passou a ser tratado, por muitos, como sinônimo de culpa definitiva. A medida processual, concebida para proteger a investigação, transforma-se, na prática, em uma condenação pública antecipada. O devido processo legal cede espaço ao julgamento instantâneo. A presunção de inocência vira detalhe. E a biografia construída ao longo de décadas passa a valer menos do que um título de manchete.

 

Em Porto Seguro, os acontecimentos iniciados há cerca de dois anos produziram consequências profundas. Magistrados, membro do Ministério Público e o então oficial do Registro de Imóveis foram afastados de suas funções. As redes sociais fizeram o resto. Sem conhecer os autos, sem distinguir investigação de condenação, muitos se sentiram autorizados a distribuir sentenças morais definitivas.

 

Conheço pessoalmente o promotor Wallace Carvalho Mesquita de Barros, o juiz André Strogenski e o ex-oficial de Registro de Imóveis Vivaldo Rego. E justamente por conhecê-los, manifestei desde o início minha convicção de que era preciso aguardar a apuração dos fatos antes de transformar suspeitas em certezas. Não advogo na área criminal, não possuo processos que dependam da atuação de qualquer deles e não tenho qualquer interesse pessoal no resultado dessas investigações. Minha posição sempre foi acima de tudo uma questão de coerência, de respeito e de bom senso: afinal, quem acredita no Estado de Direito não pode escolher quando respeitar a presunção de inocência. Ou se respeita o contraditório e a ampla defesa ou não se respeita. Simples assim. 

 

 A MUDANÇA DE COMPORTAMENTO

 

O mais curioso de tudo  é observar a mudança de comportamento. O retorno do promotor foi seguido por inúmeras manifestações públicas de congratulações. Muitos dos que permaneceram em silêncio durante o seu afastamento agora celebram sua volta. É um fenômeno já bastante conhecido: enquanto a autoridade está afastada, restam-lhe poucos apoiadores. Quando retorna ao cargo, reaparecem os cumprimentos, os elogios e os antigos admiradores. Parece que, para parte da sociedade, juiz e promotor "bons" são apenas aqueles que estão em exercício.

 

Há também um equívoco recorrente que merece ser enfrentado. Existe quem imagine que o afastamento cautelar de um magistrado ou membro do Ministério Público seja uma espécie de férias remuneradas. Nada poderia estar mais distante da realidade. O afastamento significa exposição pública, desgaste familiar, incerteza profissional e uma marca que, muitas vezes, permanece mesmo após decisões favoráveis. A sanção social costuma chegar muito antes de qualquer julgamento.

 

Outro aspecto que merece reflexão diz respeito aos efeitos institucionais dessas medidas. Sempre que autoridades experientes são afastadas por longos períodos, quem paga a conta também é a sociedade. A morosidade aumenta, a continuidade administrativa é afetada e o cidadão comum sente os reflexos no funcionamento da Justiça e dos serviços públicos. Independentemente das razões que motivam uma investigação, esse custo institucional não pode ser ignorado.

 

O SILÊNCIO  ASSUSTADOR DA COMUNIDADE  JURÍDICA

 

Também chama a atenção o silêncio de muitas instituições e de parte da própria comunidade jurídica diante de situações que envolvem garantias fundamentais. Defender o devido processo legal não significa defender pessoas específicas. Significa defender um princípio que protege todos nós. Hoje pode ser um promotor, um juiz ou um registrador. Amanhã pode ser qualquer cidadão.

 

O retorno de Wallace Carvalho Mesquita de Barros não apaga o passado nem encerra automaticamente as investigações. Tampouco autoriza conclusões definitivas sobre os fatos ainda em apuração. Mas serve como um importante lembrete de que, em um Estado Democrático de Direito, decisões cautelares não podem ser confundidas com condenações, e investigações não substituem sentenças.

 

Porque, quando a sociedade passa a destruir reputações antes que a Justiça conclua seu trabalho, a maior vítima deixa de ser o investigado. A maior vítima passa a ser a própria ideia de Justiça.

MAR DE LAMA LÁ,. MAR DE LAMA CÁ....

MAR DE LAMA LÁ,. MAR DE LAMA CÁ....

Noticias 18 de junho de 2026

aaaarica

 

Enquanto o cidadão brasileiro é bombardeado diariamente por denúncias envolvendo corrupção, favorecimentos e negociatas nos mais altos escalões da República, a recente operação da Polícia Federal em Porto Seguro serve para lembrar que os vícios de Brasília não costumam ficar restritos à capital federal.

 

Não conheço os autos da investigação e seria irresponsável emitir qualquer juízo antecipado sobre a culpa ou inocência dos vereadores envolvidos. Isso compete à Justiça. Mas existe um aspecto que inevitavelmente chama a atenção da população sempre que um escândalo político vem à tona: o padrão de vida.

 

A pergunta é simples. Como pessoas que vivem exclusivamente da política conseguem ostentar carros de luxo, imóveis sofisticados, viagens frequentes e um estilo de vida que muitos empresários bem-sucedidos teriam dificuldade em manter?

 

A CONTA QUE NÃO FECHA

 

A conta simplesmente não fecha.

 

Aliás, essa talvez seja a principal característica da política brasileira moderna: as contas nunca fecham. Não fecham em Brasília. Não fecham nos estados. Não fecham nos municípios.

 

Enquanto isso, o trabalhador comum acorda cedo, paga impostos abusivos, enfrenta serviços públicos precários e luta para sobreviver. Quem vive de salário sabe exatamente o quanto custa cada prestação, cada conta de luz, cada compra no supermercado. Já no mundo político, frequentemente parece existir uma matemática paralela, desconhecida do restante da população.

 

Mas talvez o maior problema não sejam os maus políticos.

 

A OMISSÃO DOS BONS

 

O maior problema é a omissão dos bons.

 

É o eleitor que fecha os olhos para os erros dos seus políticos de estimação. É a torcida organizada que transforma agentes públicos em ídolos intocáveis. É a moral seletiva que condena a corrupção dos adversários e relativiza a dos aliados.

 

Foi assim que chegamos ao ponto em que a honestidade virou exceção e a desconfiança virou regra.

 

No fim das contas, políticos não surgem do nada. Eles são escolhidos, eleitos, reeleitos e muitas vezes defendidos justamente por aqueles que depois reclamam da situação do país.

 

A ÚNICA SAÍDA

 

Se existe uma saída para esse mar de lama que parece contaminar tudo ao nosso redor, ela não virá de Brasília, do STF, do Congresso Nacional ou das prefeituras. Ela começará quando o cidadão deixar de agir como torcedor e passar a agir como fiscal.

 

Porque democracia não se sustenta com aplausos. Sustenta-se com vigilância.

 

E toda vez que uma sociedade passa a admirar riqueza sem perguntar de onde ela veio, o caminho para a corrupção já está pavimentado.

 

O silêncio dos honestos continua sendo o melhor amigo dos desonestos.

 

E talvez seja exatamente por isso que o mar de lama continua avançando.

O MILAGRE DE EL SALVADOR,   A FALTA DE VERGONHA NA CARA E  O PÂNTANO BRASILEIRO

O MILAGRE DE EL SALVADOR,   A FALTA DE VERGONHA NA CARA E  O PÂNTANO BRASILEIRO

Noticias 22 de maio de 2026

 

AAAROUBA

 

Há uma cena curiosa acontecendo no Brasil. Enquanto milhões de brasileiros assistem à série sobre El Salvador,  que está passando no canal da Brasil Paralelo,   e descobrem que um país dominado por facções criminosas há décadas  conseguiu sair do inferno pra se transformar numa fortaleza segura e próspera, a nossa elite política reage como um vampiro diante de água benta: com desespero, cinismo e medo.

 

Medo porque a comparação é inevitável.

 

El Salvador era tratado até pouco tempo atrás como um lixão moral da América Central. Um país sequestrado por gangues, assassinatos, corrupção política e uma Suprema Corte  totalmente cúmplice com o crime organizado. Soa familiar?

 

DEMISSÃO SUMÁRIA DA SUPREMA CORTE

 

A diferença é que lá apareceu alguém disposto a quebrar paradigmas e a enfrentar o sistema inteiro. Não apenas os criminosos de rua, mas, principalmente, os criminosos de paletó, gravata e toga que davam sustentação institucional ao caos. Ou, em outras palavras, resolveu enfrentar – e demitir sumariamente – autoridades como Alexandre de Moraes, Dias Toffoli,  Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanim e outros malabaristas do Judiciário brasileiro.

 

E aqui está o ponto que incomoda tanto os profissionais da indignação seletiva no Brasil: Bukele, o  exemplar presidente salvadorenho,  entendeu uma coisa simples que Brasília se recusa a admitir — crime organizado não sobrevive sem proteção política, financeira e institucional.

 

No Brasil, porém, criou-se um modelo revolucionário de combate ao crime: protege-se o criminoso e investiga-se quem denuncia.

 

O desmantelamento da Lava Jato,  a descondenação de Lula e dos demais  criminosos, inclusive com a devolução de quantias milionárias bloqueadas,   que o diga.

 

O resultado está aí. Aliás, não poderia ser diferente, né?

 

INSS E BANCO MASTER

 

Enquanto isso, um escândalo bilionário explode no INSS. Velhinhos roubados. Aposentados saqueados. Quadrilhas e até mesmo Lulinha, o filho do presidente, operando dentro da máquina pública. E qual a reação das instituições que adoram discursar sobre a “defesa da democracia”, como o fazem midiaticamente os  ministros do STF e a base governista?

 

Silêncio. Ou melhor, contrata-se o site de aluguel Intercept para divulgar áudios a conta gotas a fim de desviar o foco principal dos escândalos.

 

Um silêncio elegante. Um silêncio constitucional. Um silêncio profundamente republicano. E, claro, conveniente.

 

No caso do Banco Master, a mesma liturgia. O cidadão comum olha aquilo e pensa: “Mas espera aí… ninguém vai preso? Ninguém é afastado? Ninguém é responsabilizado? Só o Vorcaro? ” Não. Porque no Brasil moderno o colarinho branco virou colete à prova de cadeia.

 

O STF faz discursos épicos contra fake news, mas parece sofrer uma indisposição física toda vez que o assunto é corrupção sistêmica ligada ao poder político e aos seu próprios pares. .

Por sua vez, a  PGR desenvolveu uma modalidade inédita de atuação: a invisibilidade funcional.

 

O Senado virou uma espécie de spa parlamentar. Seus membros entram cansados, aparecem ocasionalmente em alguma CPI performática e desaparecem antes que qualquer investigação produza consequência real.

 

Já a Câmara dos Deputados atingiu o nirvana fisiológico. Não governa, não fiscaliza, não legisla. Apenas negocia.

 

E o povo? O povo assiste a tudo anestesiado, dividido entre seitas políticas que funcionam exatamente como torcidas organizadas de futebol.

A  MORALIDADE SELETIVA E A IMATURIDADE POLÍTICA  DOS LULISTAS E  BOLSONARISTAS 

A  MORALIDADE SELETIVA E A IMATURIDADE POLÍTICA DOS LULISTAS E  BOLSONARISTAS 

Noticias 22 de maio de 2026

 AAAAGUERRA

 

Há uma espécie de adolescência permanente rondando boa parte do debate político brasileiro. Não aquela adolescência inocente, de espinhas e sonhos revolucionários de diretório acadêmico, mas uma versão mais sofisticada — e talvez mais perigosa — do sujeito que envelhece sem jamais abandonar a convicção infantil de que a culpa da própria vida pertence sempre ao outro.

 

O curioso é que esse discurso costuma vir embalado como superioridade moral. O cidadão não fracassou; fracassaram com ele. Não tomou decisões ruins; foi “o sistema”. Não existe responsabilidade individual — existe capitalismo, patriarcado, colonialismo, homofobia, misoginia, racismo estrutural, opressão climática e qualquer outra palavra suficientemente grande para aliviar o peso da consciência.

 

É um fenômeno moderno: adultos de 40 ou 50 anos falando como crianças de 8. Sempre há um irmão culpado pelo copo quebrado.

 

A VÍTIMA EM BUSCA DO TUTOR

 

A política descobriu cedo a utilidade disso. Um eleitor que acredita ser permanentemente vítima tende a procurar permanentemente um tutor. E nada produz dependência mais eficiente do que convencer alguém de que sua liberdade é perigosa demais para ser exercida sozinho.

 

O problema é que essa infantilização coletiva não produz justiça social; produz cidadãos emocionalmente terceirizados. Pessoas que transferem ao Estado não apenas o sustento, mas também a responsabilidade pelos próprios erros, frustrações e escolhas.

 

Mas a essa altura convém fazer uma pausa no fanatismo de arquibancada. Porque tanto a esquerda como a direita brasileira, frequentemente, caem  no mesmo vício moral que tanto criticam. Apenas trocam os santos do altar. Condenam o assistencialismo enquanto pedem privilégios para os seus; criticam a censura quando é vítima dela, mas aplaudem quando atingem o adversário; exigem ética pública até o momento em que o corrupto útil aparece vestindo a camisa ideológica correta.

 

A esquerda brasileira possui sua moralidade seletiva. A direita também. Ambas transformam princípios em instrumentos ocasionais de conveniência política. O mais difícil é apenas descobrir quem mente mais.  

 

E é justamente aí que mora o perigo dos extremismos.

 

O PERIGO DOS EXTREMISTAS

 

O extremista nunca busca compreender; ele busca pertencer. Precisa odiar para manter viva a própria identidade. O mundo passa a ser dividido entre “os conscientes” e “os inimigos”. A realidade deixa de importar. O importante é proteger a sua tribo.

 

Nesse ambiente, toda crítica vira “fascismo” para uns e “comunismo” para outros. O debate desaparece e sobra apenas um campeonato de indignação moral transmitido em tempo integral pelas redes sociais.

 

Naturalmente, isso não transforma a esquerda ou a  direita em guardiãs da maturidade. O Brasil já produziu conservadores tão histéricos quanto os revolucionários que combatem. A diferença costuma ser apenas estética: uns gritam “opressão”; outros gritam “civilização”. Ambos frequentemente terceirizam o pensamento.

 

Mas existe algo particularmente sedutor na política emocional contemporânea: ela oferece absolvição instantânea. Você nunca é culpado. Basta pertencer ao grupo correto.

 

É uma religião confortável. Dispensa autocrítica, elimina responsabilidade e ainda garante aplausos nas redes sociais.

 

O resultado é um país cheio de causas grandiosas, indignações performáticas e cada vez menos adultos.

CRISTIANE CHIACHIO: A BELA ADORMECIDA

CRISTIANE CHIACHIO: A BELA ADORMECIDA

Noticias 11 de maio de 2026

 

Print Cristiane

 

Durante décadas, a primeira dama Cristiane Chiachio permaneceu praticamente à margem da vida pública do marido. Enquanto Jânio Natal construía sua longa trajetória política, ela parecia ocupar aquele papel discreto que tantas vezes acompanha as figuras públicas: presente, mas ao mesmo tempo  distante dos holofotes; participante da caminhada, mas sem interferir diretamente no cenário político.

 

Uma espécie de “bela adormecida” da política local  e regional— não por falta de capacidade, mas talvez por escolha, circunstância ou simplesmente pelo tempo ainda não ter chegado.

Eis que finalmente resolveu despertar.

 

O curioso é que sua entrada mais efetiva na administração pública acabou revelando algo que muita gente talvez não imaginasse: havia ali uma habilidade política natural, quase intuitiva. Sem vícios da política tradicional, sem o desgaste típico dos profissionais do ramo e sem aquela necessidade permanente de transformar tudo em disputa pessoal.

 

LEVEZA, DIÁLOGO E PRESENÇA

 

Cristiane chegou trazendo exatamente o que faltava em muitos ambientes políticos: leveza, diálogo e presença. Não se trata de alguém que precise elevar o tom de voz para ser notada. Sua forma de agir parece baseada muito mais na construção de pontes do que na lógica do confronto permanente que tomou conta da política brasileira nos últimos anos.

 

Talvez justamente por ter passado tanto tempo observando os bastidores sem estar oficialmente dentro deles, tenha desenvolvido uma percepção mais equilibrada das relações humanas e políticas. E isso aparece nos detalhes: na maneira como trata as pessoas, na facilidade de comunicação e até na postura respeitosa com adversários da própria gestão.

 

O episódio envolvendo o vereador Bolinha, um dos mais firmes críticos da administração municipal, talvez tenha sido o exemplo mais simbólico dessa postura.

 

Em vez da hostilidade automática tão comum hoje em dia, preferiu a elegância institucional. Ganhou respeito exatamente porque compreendeu algo simples que muitos políticos esquecem: divergência não precisa virar inimizade.

 

FAZENDO TODA A DIFERENÇA

 

Há pessoas que entram na política carregando ambição demais e autenticidade de menos. No caso de Cristiane, a impressão parece ser justamente a oposta. Sua presença pública transmite naturalidade. Não parece alguém fabricada por marqueteiros ou treinada para decorar frases de efeito.

 

Talvez por isso tenha conseguido rapidamente conquistar simpatia até entre pessoas que não necessariamente apoiam a atual administração.

Ainda é cedo para previsões maiores, evidentemente. Mas uma coisa parece clara: depois de décadas acompanhando a política apenas dos bastidores, Cristiane Chiachio resolveu despertar para a vida pública — e sua chegada acabou fazendo muito mais diferença do que muita gente imaginava.

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