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O TRIO ELÉTRICO, OS R$ 2 MIL E A JUSTIÇA OLÍMPICA

O TRIO ELÉTRICO, OS R$ 2 MIL E A JUSTIÇA OLÍMPICA

Noticias 16 de agosto de 2025

roberio

 

Eis que, enfim, o Supremo Tribunal Federal resolveu que é hora de deixar o trio elétrico seguir em paz. O ministro Dias Toffoli, numa dessas decisões que cheiram a bom senso com leve perfume de vergonha alheia, trancou a comédia judicial que vinha sendo encenada desde 2022 contra o prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira. O crime? Abastecer um trio elétrico. Prejuízo? Míseros R$ 2 mil. Pior, ressarcidos há mais de 15 anos. Sim, pagos. Em outras palavras, não houve prejuízo ao erário. Mas, no Brasil jurídico de toga performática, até um tanque de óleo diesel  vira escândalo de Estado.

 

Estranhamente, ao menos no meu modesto sentir, o  juiz Pablo Baldiviedo, da Justiça Federal, resolveu que o prefeito deveria ser banido da vida pública por isso. Mesmo com os tribunais superiores dizendo “não”, ele seguiu firme no papel de Javert da roça, aquele personagem do romance Os Miseráveis, de Victor Hugo. Para quem não sabe, Javert é o inflexível inspetor de polícia que persegue o protagonista Jean Valjean por anos, com obsessiva devoção à lei — mesmo quando isso entra em conflito com a justiça moral ou o bom senso.

 

Mas é claro, por aqui, juiz federal com ânimo persecutório parece ter prerrogativa divina: desafiar o STF é só um detalhe no teatro das convicções. Só faltou exigir que Robério fosse amarrado ao trio elétrico e desfilasse na avenida como símbolo da moralidade ultrajada.

 

SEM MAIS

 

Agora, antes que pensem que defendo o prefeito — me poupem. Conheço o Robério melhor do que ele gostaria. Já fui do seu time, já vesti a camisa, mas hoje mal passo pela arquibancada. Não preciso dele, ele não precisa de mim, e ambos agradecemos por isso. Os amigos de Robério hoje são outros, vida que segue e nada como um dia após o outro.  Mas honestidade intelectual é como caráter: ou você tem, ou não adianta vestir terno. É preciso dar a César o que é de César. 

 

E, convenhamos, o que se passou em Eunápolis foi uma perseguição travestida de zelo. A velha história do “aos amigos, tudo; aos inimigos, os rigores da lei” — como dizia o verdadeiro jurista Barão de Itararé, ou algum outro iluminado que andou sumido das audiências da república.

 

CONDENAÇÃO SELETIVA, POLÍTICA E ABSURDA

 

E quando falo que vivemos tempos surreais, não estou exagerando. Cláudia Oliveira, por exemplo, ex-prefeita de Porto Seguro e esposa do Robério, foi condenada  a uma pena absurda faltando apenas 60 dias para as eleições  - melhor estratégia impossível para se prejudicar uma candidata -   por contratar um escritório de advocacia por módicos R$ 7,5 mil mensais. Enquanto isso, Cordélia Torres e Jânio Natal esbanjaram - e no caso de Jânio ainda esbanja -  milhões nos mesmos serviços,  sem que ninguém da Justiça Federal sinta nem cócegas de indignação. Deve ser a tal “cegueira seletiva”, doença autoimune do sistema judicial, altamente contagiosa em anos eleitorais.

 

E como esquecer das gloriosas e midiáticas  Operações Gênesis e Fraternos, até hoje consideradas como espécie de  trunfo político por parte dos adversários do casal? Sim, aquelas que mobilizaram helicópteros, sirenes, manchetes e, claro, likes — mas que terminaram arquivadas, engavetadas, sumidas. Por quê? Provas ilícitas. Detalhe. É como se a polícia tivesse invadido um terreiro de candomblé para prender um tambor por desacato à ordem pública.

 

O DESCRÉDITO NAS INSTITUIÇÕES

 

O que fica é o desgaste. Não do réu, que já está calejado, mas das instituições. Porque quando a Justiça gasta munição perseguindo prefeito por dois mil reais (ressarcidos!), enquanto ignora os milhões torrados com contratos idênticos por políticos mais simpáticos ao sistema, perde-se qualquer traço de credibilidade. Torna-se difícil, até para um cínico profissional, defender a Polícia Federal, o  Judiciário e o Ministério Público como entidades sérias.

 

E é por isso que, mesmo conhecendo os defeitos do casal Robério e Cláudia — e não são poucos —, é preciso admitir: eles são fichinhas perto do que se viu no passado recente em Eunápolis e do que se vê, sem um pio de fiscalização, hoje em Porto Seguro. A diferença? Não estão no grupo certo, não tem um Ronaldo Carletto  a paparicar autoridades   para fazer vista grossa.  A Justiça, como se sabe, tem lado. E não é o da verdade — é o do interesse.

 

FIM DE JOGO

 

No fim, Toffoli fez o que se esperava de qualquer juiz com o mínimo de decência: acabou com a palhaçada. Salvou, não Robério, mas a dignidade jurídica que ainda resta no país. E deu, sem querer, um conselho que deveria ser tatuado no espelho de certos magistrados: antes de condenar  alguém à  perda da função pública,  por míseros R$ 2 mil, verifique se o Brasil já resolveu o problema dos bilhões.

 

Porque no país onde se rouba os aposentados, a Petrobras, Fundeb, verbas da Covid, orçamento secreto, e o diesel  do trio elétrico é que vira escândalo — o problema nunca foi o crime. Foi sempre o nome do acusado.

 A MAIOR FAKE NEWS DO ANO – AGORA COM SELO OFICIAL DA PREFEITURA

A MAIOR FAKE NEWS DO ANO – AGORA COM SELO OFICIAL DA PREFEITURA

Noticias 14 de agosto de 2025

ANOTA

Confesso que, até esta semana, eu continuava firme na minha posição de cético com carteirinha: não acreditava que o prefeito Jânio Natal poderia, de fato, ser cassado pelo STF. Parecia exagero, fofoca, torcida de adversário.



Mas, diante da nota publicada hoje pela Prefeitura — aquela que garante que é “Fake” a notícia sobre a rejeição, por unanimidade, dos embargos de declaração no TSE — começo a reconsiderar. Não pela notícia em si, mas pelo simples fato de que, quando a Prefeitura se apressa tanto em dizer que é mentira… é porque a coisa deve ser bem mais verdadeira do que parece.



TRAGÉDIA GREGA OU GUERRA CIVIL À VISTA?



Segundo a nota, a informação é “falsa” e fruto de “postagens politiqueiras” que querem “causar instabilidade política e social” na cidade. O tom é de tragédia grega: se acreditarmos nisso, Porto Seguro está prestes a entrar em guerra civil por causa de um julgamento em Brasília.



Pois vamos aos fatos. Não há fake nenhum. Muito pelo contrário. No próprio voto, o relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, deixou claro: embora JN tenha sido vitorioso no TSE em fase anterior, os embargos rejeitados agora eram “mera tentativa de limitar fundamentos para preparar terreno a um futuro recurso ao STF”. Tradução simultânea: a defesa já está montando a trincheira para atrasar, o quanto puder, a cada vez mais iminente cassação do mandato. Basta entender um mínimo de Direito — ou simplesmente saber ler — para chegar a essa conclusão. Vou até colocar novamente a decisão abaixo para quem ainda não leu para ver quem está divulgando Fake, se a prefeitura ou os adversários do gestor.


EM BUSCA DE PROTEÇÃO PARTIDÁRIA

 


E enquanto isso acontecia no plenário, onde estava o prefeito? Em São Paulo, ao lado de Waldemar Costa Neto, presidente nacional do PL, numa peregrinação política em busca de proteção partidária. Infelizmente para JN, o prestígio do líder do PL anda tão baixo que não conseguiu nem evitar que um ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, fosse parar na mira da Justiça.



Imaginar que ele vá convencer onze ministros do STF a legalizar a figura do “prefeito profissional” — aquele que se elege, renuncia antes da posse, passa o cargo para o irmão sem voto e volta depois para repetir o ciclo — é acreditar em Papai Noel de terno e gravata.

VEJA A DECISÃO CONTRÁRIA AO PREFEITO JÂNIO NATAL

EMBARGOS JN BRASILIA
 

QUEM FOI O GÊNIO?


Resta a dúvida: de quem foi a ideia brilhante de publicar uma nota oficial que, do início ao fim, é uma aula prática de fake News e um verdadeiro tiro no pé da atual administração? Algum estrategista de comunicação pago a peso de ouro? Ou teria sido obra do próprio “professor de Deus”, no caso, o prefeito? Difícil saber. A Prefeitura de Porto Seguro já está naquela fase em que a gente nunca distingue se está falando sério, se está blefando ou se está apenas treinando para um curso de contrainformação.


FALA SÉRIO 



O mais irônico é que a população, a de verdade e que vive no mundo real, não está nem aí para o destino político do prefeito. O cidadão que acorda cedo, pega ônibus lotado e batalha o dia todo quer saber de outra coisa: quando vão retomar as obras da ponte, quando vai sair a reforma do secretariado prometida há mais de um ano, quando as escolas e postos de saúde vão ter médicos, remédios e exames? O cidadão comum quer saber quando as ruas vão deixar de parecer crateras lunares e, principalmente, qual é o tamanho do rombo no Fundo de Participação dos Municípios, já que as parcelas dos empréstimos milionários feitos para bancar obras de campanha — vendidas como se fossem pagas com dinheiro próprio — já começaram a ser cobradas e descontadas direto pelos bancos.



No fim das contas, só existe um grupo realmente preocupado com o futuro de JN: os assessores fantasmas, aqueles que aparecem apenas no contracheque. Estes, sim, têm motivo de sobra para começar a perder o sono.

 SOMOS TODOS JÂNIO NATAL – JUNTOS, MISTURADOS E EMBALADOS A VÁCUO PARA VICE GOVERNADOR EM 2026

SOMOS TODOS JÂNIO NATAL – JUNTOS, MISTURADOS E EMBALADOS A VÁCUO PARA VICE GOVERNADOR EM 2026

Noticias 13 de agosto de 2025

JN

 

De vez em quando, surgem por aí leitores com capacidade de interpretação comparável à de uma porta trancada. Gente que jura, com a convicção dos bem desinformados, que eu sou “contra” o prefeito Jânio Natal. Mentira de manual. Fake news com mais ar que conteúdo. Nada a ver.

 

Mas como agora o boato ganhou as cores de um boi de carnaval — dizendo que JN pode ser vice-governador na chapa do eterno pré-candidato e eterno derrotado ACM Neto — vamos acabar com o suspense: sou declaradamente a favor.

 

Apoio essa candidatura com o entusiasmo de um padeiro que vê a concorrência pegar fogo. Sou JN desde o berçário, pelo menos nessa missão de despachar o prefeito para Salvador. Apoio junto, misturado e emoldurado com toda a fauna política que gira em torno do seu guarda-chuva — gente que só vê luz quando é farol de Brasília.

 

MAS COM UMA ÚNICA CONDIÇÃO

 

Mas, como todo bom negócio, há uma cláusula pétrea para receber o meu apoio: JN precisa se mudar de vez para Salvador. Não é bate-volta, não é estadia de hotel. É fixar domicílio, endereço e contas de luz na capital. E, antes de partir, passar a coroa e a caneta (que só existem no folclore da cidade e na propaganda oficial) para Paulinho Toa Toa — caso o STF não resolva primeiro encerrar a temporada.

 

Feito isso, Porto Seguro descobrirá duas verdades que já estão na cara.

 

A primeira: JN já é, na prática, prefeito em home office — só que com sede na capital. É como ter um médico que só atende por chamada de vídeo… e sem ligar a câmera. A ausência dele, convenhamos, não mudaria quase nada.

 

A segunda: Paulinho, o Zé dos Cargos, entende de administração pública na mesma medida que um tatu entende de astronomia. Sua posse seria uma viagem expressa para trás. Mas para ele e seus aliados, seria um salto triplo para frente — especialmente no caixa. Sim, ao menos  de caixa, dizem, Paulinho virou fera, já que além de vice prefeito e namorador, realizou o antigo sonho de se tornar o rei da noite.

 

O GRANDE FEITO DE PAULINHO

 

E sim, Paulinho já fez “algo” pela cidade, além de se tornar o mais fiel e solícito cordeirinho do prefeito: ajudou a preservar e  obrigou todos os barraqueiros de praia a reformar suas barracas. Todos, menos ele mesmo. A sua, a famosa Barraca Toa Toa, continua no modo vintage, junto com a Axé Moi, no esporte olímpico de ignorar acordos com o MPF, a SPU e o Iphan.

 

Portanto, está lançado o meu desafio: se JN cumprir esse acordo e mudar-se de vez para Salvador, convocarei toda a cidade para apoiá-lo, ganhe ou perca. Porque, às vezes, o resultado das urnas é irrelevante. O que importa é quem deixa a chave na portaria.

 

No fundo, é simples: se for para ser vice, que seja vice em Salvador. E que Porto Seguro, finalmente, tenha um prefeito de corpo presente.

O TURISMO AFUNDA – LITERALMENTE – EM PORTO SEGURO

O TURISMO AFUNDA – LITERALMENTE – EM PORTO SEGURO

Noticias 12 de agosto de 2025

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A Prefeitura de Porto Seguro parece ter inventado uma nova modalidade de atração turística: o “safári aquático urbano”, a qual o secretário de Esportes Helio de Paula, o mais babão  de todos os babões, segundo informações,   já pensa até  em incluir na programação da sua pasta . Funciona assim: basta chover, e as ruas no entorno dos hotéis La Torre e Coroa Vermelha viram um conjunto de piscinas públicas. É um programa completo — gratuito, democrático e, claro, involuntário.

 

Não que alguém se surpreenda. Se o centro da cidade já é uma colcha de alagamentos,   buracos, mato e lixo para todos os gostos, por que diabos bairros mais distantes receberiam atenção? Só que aqui a coisa é um pouco pior — ou melhor, dependendo de quanto você gosta de ironia. Estamos falando de uma das áreas mais visitadas por turistas do Brasil, cartão-postal vendido em folhetos de agência de viagem. E a imagem que eles levam para casa é digna de documentário sobre enchentes na Idade Média.

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 A OFERTA DE LUIGI E DO COROA VERMELHA

 

O mais curioso é que a solução está na mesa do prefeito Jânio Natal  há tempos. Tanto o empresário Luigi Rotunno, do La Torre, quanto o proprietário do Coroa Vermelha já se ofereceram para pagar a pavimentação completa do entorno. Sim, pagar. Do próprio bolso. A única contrapartida seria a Prefeitura fazer a infraestrutura subterrânea — coisa que, convenhamos, é obrigação básica de qualquer administração. E o que fez a Prefeitura? Nada. Nem um tubo ou manilha— no sentido literal e figurado.

 

E por que faria agora, passada a eleição? Se não resolveram antes, quando pelo menos fingiam se importar, imagine agora. Os turistas que nadem. Os moradores que comprem botes infláveis para ir à padaria. E os estudantes que aprendam teletransporte, porque atravessar rua com água no joelho não consta do currículo escolar.

 

O resultado é um abaixo-assinado com 500 assinaturas implorando providências. Mas é claro que a atual gestão, em especial o vice prefeito Paulinho,  deve estar muito ocupada cuidando de prioridades maiores — como cortar fitas em inaugurações de obras alheias ou postar fotos em rede social, como se tudo estivesse funcionando normalmente, para o aplauso, é claro,  da claque dos sem noção. Porto Seguro, afinal, não é administrada; é abandonada com método. E com orgulho.

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 PORTO SEGURO E A NOVELA DO “PREFEITO ETERNO”. EMBARGOS DE JÂNIO REJEITADOS POR UNANIMIDADE. STF PODE ABRIR CAMINHO PARA NOVA ELEIÇÃO.

PORTO SEGURO E A NOVELA DO “PREFEITO ETERNO”. EMBARGOS DE JÂNIO REJEITADOS POR UNANIMIDADE. STF PODE ABRIR CAMINHO PARA NOVA ELEIÇÃO.

Noticias 11 de agosto de 2025

decisao TSE JN

Em Porto Seguro, cidade que já foi palco de descobertas históricas, o que se descobre agora é que a cadeira de prefeito pode estar mais instável que canoa furada em mar aberto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, por unanimidade, na última quinta-feira, os embargos de declaração de Jânio Natal — recurso que o próprio relator, ministro Antonio Carlos Ferreira, classificou como “mera tentativa de limitar fundamentos” para preparar terreno a um futuro recurso ao STF. Traduzindo: foi mais um jogo dos advogados de  JN para ganhar tempo. E tempo, neste caso, é dinheiro. Muito dinheiro em jogo.

 

Gilberto Abade, ex-prefeito e velho conhecedor das engrenagens políticas locais, já dizia que a disputa pela prefeitura da cidade — “a galinha dos ovos de ouro mais valiosa do interior da Bahia” — nunca foi para amadores. Muito menos briga de meninos barrigudos. E Jânio Natal parece provar isso a cada passo, com uma advocacia digna de novela das nove: 14 advogados, dos melhores e mais caros do país, para defender um mandato que, segundo acusações, seria o seu “terceiro” — o que a Constituição veda.

 

VEJA NA ÍNTEGRA DECISÃO CONTRÁRIA AOS EMBARGOS DO PREFEITO JÂNIO NATAL

 

PREFEITO ITINERANTE

 

O TSE já havia decidido num placar apertado de 4x3, com direito a puxão de orelha público da ministra Cármen Lúcia, que não comprou a tese sem pé nem cabeça dos ministros defensores do prefeito. E agora, com os embargos rejeitados, o caso bate à porta do STF. A acusação central? Que Jânio, ao renunciar em Belmonte em 2016, criou uma manobra para se reeleger indefinidamente, configurando a figura proibida do “prefeito itinerante”.

 

O Ministério Público Eleitoral foi direto: não houve omissão, contradição ou obscuridade na decisão anterior. A questão, para eles, é clara — e está ancorada no art. 14, §5º da Constituição: é proibido o “prefeito itinerante”. A tentativa de reabrir o debate seria apenas uma cortina de fumaça.

 

NOVA ELEIÇÃO EM BREVE?

 

O problema é que, se o STF seguir a linha dura – e tudo indica que seguirá -  Porto Seguro pode ter nova eleição ainda este ano. E não se trata apenas de uma disputa eleitoral: é um jogo de poder com cifras milionárias. Reza a lenda política local que Jânio já teria gastado em torno  R$ 30 milhões na campanha – contra R$ 3 milhões da segunda colocada - e outros R$ 50 milhões em Brasília e Salvador para manter-se no cargo.

 

Será que ele, que de bobo não tem nada,  vai abrir a carteira de novo para tentar eleger seu aliado Paulinho? E mais: vice fiel existe só até virar titular. Depois disso… a história mostra que a lealdade costuma durar menos que promessa de campanha.

 

PL EM MAUS LENÇÓIS

 

Enquanto isso, o Partido Liberal, sigla que Jânio usa como escudo, afunda cada vez mais na lama política nacional. No Congresso e no STF, o PL, tradicionalmente um partido fisiológico e vendilhão,  já é visto como um aliado eventual do governo petista contra os bolsonaristas. Ironia das ironias: um prefeito que surfou na onda da direita, agora encalhado em meio a acordos de ocasião. Até porque não parece nada  razoável supor que o STF, no momento vigiado por todos os lados, vá endossar as decisões que vem mantendo o prefeito no cargo, decisões essas que, presume-se, foram frutos de muitas conversas e acertos, digamos assim, "ao pé do ouvido". 

 

Seja qual for a decisão do STF, a lição é óbvia: Porto Seguro não é para principiantes. Muito menos  para meninos barrigudos. Robério Oliveira, como bem se sabe, de menino barrigudo também não tem nada. A briga promete ser de titãs. E no xadrez político local, cada movimento custa caro. Muito caro. A questão é: até onde o bolso — e a paciência — do prefeito aguentam?

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