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CASO DOS PROFESSORES: O SILÊNCIO DA APLB QUE CONDENA

CASO DOS PROFESSORES: O SILÊNCIO DA APLB QUE CONDENA

Noticias 20 de abril de 2026

 

AAAVERDADE

 

A direção da  APLB foi procurada recentemente pelo maior site de Porto Seguro, o Porto Seguro Notícias,  para se manifestar sobre o conteúdo do  Blog que venho tornando público — um trabalho detalhado, fundamentado e sustentado em provas, que desmonta a narrativa construída ao longo de 17 anos sobre o chamado “crime de mando político”, envolvendo o caso dos professores, o qual pode ser esmiuçado à exaustão por qualquer acadêmico de Direito com um mínimo de vontade ou de tino investigativo.    A resposta? Como  sempre, o silêncio.

 

Não um silêncio qualquer. Um silêncio conveniente. Até mesmo porque o conteúdo do Blog ( acesse www.casodosprofessores.com.br)  foi disponibilizado à entidade há mais de 1 ano atrás, ou seja, não é surpresa para a referida associação. 

 

A justificativa apresentada — de que não responderia a quem será testemunha de defesa dos acusados — não passa de um álibi retórico para evitar o que realmente importa: o confronto com os fatos. Porque quando os fatos entram em cena, a narrativa da APLB desmorona.

 

E é exatamente isso que está em jogo.

 

A DENÚNCIA ABSOLUTAMENTE FANTASIOSA

 

Desde os primeiros dias após a tragédia, dois promotores trataram de oferecer à sociedade uma história pronta, emocionalmente atraente, mas juridicamente frágil. Uma acusação grave, barulhenta, midiática — e absolutamente carente de provas razoavelmente consistentes. O tempo passou, mas o conteúdo nunca evoluiu em mais de 17 anos. Pelo contrário, permaneceu ancorado no mesmo ponto: apenas a  palavra de dois criminosos confessos, cujas versões mudaram mais de uma vez em questão de dias.

 

Isso não é prova. Isso é conveniência acusatória.

 

Pior: essas versões contradizem frontalmente elementos objetivos dos autos. Há inconsistências gritantes, incompatibilidades com depoimentos de familiares das próprias vítimas e provas que afastam, de forma clara e irrefutável, a presença dos acusados na cena do crime. Ainda assim, insiste-se na acusação como se repetir uma história fosse suficiente para torná-la verdadeira.

 

Não é.

 

O DESAFIO QUE DURA MAIS DE  17  ANOS

 

E é justamente por conhecer cada detalhe desse processo — ontem como jornalista, hoje como advogado — que afirmo, sem qualquer hesitação: trata-se de uma acusação insustentável. Uma construção que não resistiria a um exame minimamente sério, técnico e honesto.

 

Por isso fui além das palavras. Desafiei publicamente: ofereço um carro o km a quem conseguir me desmentir com base em provas. Não em narrativas. Não em convicções. Em fatos. Desafio este, convenhamos, que a APLB deveria ser a primeira a procurar enfrentar.

 

Esse não é um gesto de arrogância, até mesmo porque não tenho um carro 0 km nem para mim.  Mas é  a expressão de quem tem absoluta convicção no que afirma. Porque ninguém em sã consciência desafia Polícia, Ministério Público, sindicato e a opinião pública ao mesmo tempo — a menos que tenha razões sólidas para isso.

 

POR QUE O SILÊNCIO

 

O que causa perplexidade não é a discordância. É a recusa em debater.

 

Se há tanta certeza na acusação, por que o silêncio? Por que não enfrentar os argumentos de quem ousou por tantos anos enfrentar os acusadores e tentar desmascarar a farsa que envolve o caso?

 

Por que não analisar, com seriedade, o conteúdo que está disponível e documentado, inclusive com documentos e os relatos inéditos  de advogados, vereadores, de um juiz de direito e do próprio delegado que comandava as investigações iniciais sobre o caso  e que garante que tudo não passou de uma farsa?

 

Estariam todos acomunados com o intuito de mentir e de tentar enganar à sociedade?

 

A resposta é desconfortável, mas evidente: porque fazer isso, é claro,  exigiria admitir que, durante anos, se sustentou uma versão que não se mantém de pé.

E isso tem consequências.

 

Bradar por justiça é legítimo. Mas insistir na condenação de inocentes não é justiça — é erro. E erro, quando consciente ou negligente, torna-se injustiça.

 

A maior tragédia aqui não é apenas o crime que vitimou dois professores. É o risco real de que, em nome dessa tragédia, se cometa outra: a destruição da vida de pessoas inocentes para sustentar uma narrativa que jamais se provou verdadeira.

 

O silêncio da APLB não é neutro. Ele diz muito.

 

E, talvez, diga tudo.

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AAAAPRISAO

 

Há um tipo de ilusão que se espalha com velocidade preocupante — não pelas ruas, mas pelas cabeças. A ideia de que a política é um atalho. Um elevador social sem esforço. Um balcão onde se troca lealdade por cargos, favores por influência, e consciência por conveniência. É o tipo de fantasia que seduz, sobretudo, quem nunca teve de construir nada com as próprias mãos.

 

Chega-se à política, hoje, não como quem aceita um encargo público, mas como quem descobre uma oportunidade privada. E, nesse ambiente, a palavra “vocação” virou peça de museu. O que se vê é cálculo. Frio, direto e, na maioria das vezes, descaradamente interesseiro. Não há mais disfarce — e, pior, já não há nem vergonha.

 

Quem observa de fora, com um mínimo de distanciamento e alguma experiência acumulada, percebe um padrão quase mecânico: ninguém entra nesse jogo por altruísmo. Não se trata de amizade, nem de compromisso com a coletividade. Trata-se de acesso. A dinheiro, a poder, a alguma forma de relevância artificial. Até mesmo os mais humildes, muitas vezes, são empurrados por uma lógica cruel: a esperança de um emprego, de uma indicação, de um lugar à sombra de alguém que manda.

 

Nesse cenário, a política deixa de ser instrumento de transformação e passa a ser um mercado — e dos mais perversos. Vende-se apoio, compra-se silêncio, negocia-se influência. E quem paga a conta, como sempre, é o público.

É por isso que casos como o de Uldurico Júnior não deveriam ser vistos como episódios isolados, mas como sintomas de uma doença mais profunda. Quando alguém que nasceu cercado de privilégios — com acesso à educação, patrimônio, oportunidades — opta por enveredar por caminhos que misturam política e criminalidade, a pergunta que fica não é apenas “como?”, mas “por quê?”.

 

Não se trata de necessidade. Não é sobrevivência. É escolha. Uldurico Júnior resolveu enveredar pela vida criminosa somente por que quis, já que não precisava disso. . 

 

E essa escolha diz muito sobre o tipo de mentalidade que se formou em torno da política: a de que nunca é suficiente. De que sempre há mais a ganhar, mais a explorar, mais a acumular. Mesmo que isso signifique cruzar linhas que, em qualquer sociedade minimamente saudável, seriam intransponíveis.

 

O EXEMPLO QUE ARRASTA 

 

O mais preocupante, no entanto, não é o caso em si. É o efeito que ele pode ter sobre os que estão olhando — especialmente os mais jovens. Porque há uma geração inteira sendo exposta a uma narrativa perigosa: a de que o sucesso pode ser rápido, fácil e, principalmente, sem consequências.

 

Mas a realidade, como sempre, cobra seu preço.

E cobra caro.

 

A ideia de que se pode construir uma vida próspera sem esforço é uma mentira antiga, apenas reciclada com novas roupagens. Não existe prosperidade sólida sem trabalho. Não existe reconhecimento legítimo sem mérito. E não existe poder que se sustente indefinidamente quando baseado na fraude, na manipulação ou no crime.

Se há alguma utilidade em histórias como essa, é justamente a de servir como alerta. Não como espetáculo, não como fofoca — mas como advertência. Um lembrete de que atalhos, quase sempre, levam a becos sem saída.

 

Talvez o maior erro de muitos seja acreditar que inteligência é saber aproveitar oportunidades a qualquer custo. Não é. Inteligência, no fim das contas, é saber distinguir o que vale a pena — e o que, inevitavelmente, levará à ruína.

 

Porque, ao contrário do que vendem por aí, a vida fácil costuma ser a mais cara de todas.

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