farsa

 

Voltando ao polêmico caso dos professores, conforme consta no capítulo IX do Blog e que revela  o mistério e a farsa ministerial que envolve o caso  – acesse e confira o conteúdo completo  em www.casodosprofessores.com.br -  em depoimento e revelação exclusiva concedida ao Jornal Topa Tudo à  época, o ex-delegado da Polícia Civil, Renato Fernandes, responsável pelas investigações iniciais, corrobora em praticamente 100% tudo aquilo que venho sustentando nos últimos 17 anos.

 

Segundo e-mail que me foi enviado na data de 19/07/2010, imagem abaixo, a acusação feita pelo MP e corroborada em grande  parte pelo então delegado Evy Paternostro – já que ele ao final inteligentemente  tirou o corpo fora e informou ao MP que o  inquérito e  as investigações não estavam concluídas -  e que o substituiu no caso, tudo não passou de uma “grande armação” ministerial e policial.

 

O SUMIÇO DO INQUÉRITO E DAS GRAVAÇÕES TELEFÔNICAS

 

 

Ainda segundo o ex-delegado, que sofreu um AVC nos últimos anos, os dois traficantes presos por ele,  os tais Marcelo Caô e João d´Ajuda,  e que teriam feito uma delação premiada com o MP em troca de suas liberdades, após mudarem suas versões por 3 vezes em poucos dias, teriam sido grampeados por ele mediante ordem judicial por mais de 6 meses, ou seja, casualmente durante o período que antecedeu as mortes dos professores.

 

Significa dizer que, se realmente fosse verdade o que eles alegaram em juízo, garantindo que foram insistentemente   procurados pelos PMs para cometer os crimes qa mando de Edésio – detalhe, sempre falando nos dois professores, como se a morte de Elisney também tivesse encomendada -  os diversos telefonemas que eles  garantem que recebiam teriam sido grampeados e o crime evidentemente  de mando teria sido  constatado. Ou não?

 

O delegado informa ainda mais: garante que entregou o inquérito policial dos dois meliantes concluído, relativo a  tráfico de drogas, armas  e outros crimes,  juntamente com todas as escutas telefônicas ao promotor Dioneles Santana, sendo que o referido inquérito simplesmente sumiu nas dependências do Ministério Público, haja visto que os dois traficantes -  responsáveis, junto com Rodrigo Terceiro,  pela morte de Pequeno - foram soltos logo  após o acordo com o MP e sequer foram indiciados pelos diversos crimes por eles cometidos. Muito menos pela morte do ex-motorista de Edésio, o Pequeno. 

 

PRESSÃO,  CASTIGO  E SILÊNCIO FORÇADO

 

Por fim o delegado Renato garante que foi pressionado ao máximo  para que indiciasse primeiramente Abade e depois Edésio e os PMs como mandantes e autores dos crimes de Álvaro e Elisney, mas, como ele se recusou, posto que sempre acreditou na possibilidade de ter ocorrido um latrocínio, versão que mais se enquadra nas narrativas e fatos que envolveram as investigações, como punição, ele foi retirado do caso e foi transferido às pressas para o sertão baiano.

 

Detalhe: arrolado pelo juiz para depor no Forum, no dia da sua oitiva, foi comunicado ao magistrado pelo delegado Evy que ele não poderia participar da audiência pelo fato de ter sido transferido, quando, na verdade, no mesmo dia e horário, estaria almoçando com Evy na barraca do Gaúcho, segundo informações obtidas pelo Jornal Topa Tudo à época.

 

Ou seja, além de garantir que a acusação  não passou de uma grande farsa, ele também garante que foi impedido de depor em juízo pelo próprio delegado que o sucedeu no comando das investigações.  

 

Pergunta-se: qual o interesse do MP e do delegado Evy de impedir que ele fizesse as importantes revelações sobre as investigações de um suposto assalto, com reação e luta corporal dos dois professores, que ele  vinha fazendo ?

 

Quer saber mais? Acesse, www.casodosprofessores.com.br e tire suas próprias conclusões.