Chegando quase ao final das nossas revelações, no capítulo X do casos dos professore,  podemos afirmar  que  o ex-prefeito Gilberto Abade passou quase duas décadas  em silêncio — e, quando resolveu falar com exclusividade a este Blog,  não economizou munição. Sua versão é simples, brutal e sem concessões: o caso dos professores não foi um simples erro de investigação, foi uma verdadeira  armação política.

 

Segundo Abade, em versão que concordamos  em gênero, número e grau,  os dois promotores responsáveis pelo caso, Dioneles Santana e João Alves,   abandonaram deliberadamente a busca pela verdade para construir uma narrativa fantasiosa e conveniente.

 

Ou seja, ao invés de investigar um crime que, na sua leitura, teria sido resultado de um assalto comum,   cujas investigações iniciais  feitas pela própria Polícia Civil foram no sentido de que na verdade ocorreu possivelmente um  latrocínio,  os dois representantes do MP optaram, insuflados  pela sempre politizada APLB e pela Rádio Palanque,  por transformar a tragédia em espetáculo político, com um objetivo claro: derrubá-lo do cargo.  

 

Necessário registrar que a entidade emitiu nota pública apenas 3 dias após os crimes, garantindo, sem a mínima base probatória, que o crime teria realmente sido de mando político, em que pese as investigações eram absolutamente superficiais naquele momento e ainda no sentido de que ocorrera um assalto.

 

PROVAS FORJADAS

 

A acusação central de Abade  é gravíssima, corroborando a tese sempre sustentada pelo Jornal Topa Tudo: forjaram provas. Não por incompetência, mas por interesse.

 

Abade sustenta que houve alinhamento entre membros do Ministério Público e seus adversários políticos, numa operação que teria como meta tirá-lo da prefeitura e abrir caminho para que o vice assumisse.

 

O tom sobe ainda mais quando ele descreve o comportamento dos promotores. Para ele, não se tratou apenas de erro técnico ou excesso acusatório, mas de conduta deliberadamente parcial, marcada por articulações políticas, contatos frequentes com adversários e até encontros suspeitos para “combinar estratégia”.

 

Abade pinta um cenário em que a Justiça deixou de ser instituição para virar instrumento. Os investigadores, que deveriam agir com isenção, teriam atuado como agentes políticos informais — mais interessados em produzir um resultado  midiático do que em descobrir fatos.

 

A MÁ FÉ

 

A crítica vai além do caso específico. Ao insinuar relações impróprias, influência regional e possíveis conflitos de interesse particular envolvendo um dos promotores, o ex-prefeito sugere um sistema contaminado, onde poder institucional e interesses privados se misturam de forma perigosa.

 

No fim, sobra indignação — quase pessoal. Abade diz ter sido vítima de uma “farsa”, afirma que inocentes foram arrastados junto com ele e acusa os responsáveis de destruir vidas em nome de um projeto de poder. Para ele, não houve erro judicial: houve má-fé.

 

E a conclusão implícita é dura: quando quem deveria acusar com base na lei passa a acusar com base em conveniência política, o problema deixa de ser um processo — e passa a ser o próprio sistema.

 

Quer saber mais sobre a narrativa que pode ter transformado um assalto numa das maiores farsas ministeriais a que se tem notícia no Estado da Bahia, acesse o capítulo X  em https://www.casodosprofessores.com.br/component/content/article/capitulo-x-a-dura-resposta-de-abade-aos-promotores.html?catid=10:professores  e tire suas próprias conclusões.

 

Mas se você quer mesmo exigir justiça, curta e compartilhe esse conteúdo, para que a verdade prevaleça  e para que os verdadeiros culpados paguem pelos crimes cometidos.